Sunday, May 04, 2008

ACIDENTE NO LAGO
Passageira de barco está em estado grave
Raphael Veleda - Especial para o Correio

Serão retomadas amanhã as investigações para apurar as causas do acidente náutico que matou o capitão do Exército Luiz Antônio de Mattos Lima, 38 anos, na última quinta-feira. Os depoimentos do piloto e do tripulante da lancha Old Saylor, que se chocou com o barco de pesca Tira-Onda, onde estava o oficial, estão marcados para as 15h, na 5ª Delegacia de Polícia (área central de Brasília). Os policiais esperam esclarecer até o fim da semana as circunstâncias da colisão que ocorreu no lago Paranoá, próximo ao Palácio da Alvorada. Leizelane Aparecida Tenório, 30, noiva de Lima que também estava no barco, continuava internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base, até a noite de ontem.

A dúvida principal dos investigadores diz respeito às condições de visibilidade, pois os envolvidos divergem sobre o horário da ocorrência. Piloto da lancha, o técnico em telecomunicações Carlos Eduardo Almeida, 31 anos, afirma estar tranqüilo para o depoimento. Ele vai repetir que não viu a pequena embarcação. “Já estava escuro e o barco não tinha luz de sinalização”, garante. “O momento em que o Rafael (o analista de sistemas Rafael Vinícius Pereira, 30), que estava comigo na lancha, ligou para o socorro, às 18h40, já reflete isso. O acidente tinha acabado de acontecer e eu estava na água, resgatando as vítimas”, completa.

Para Almeida, a polícia precisa ouvir o piloto de um barco a vela que ajudou no resgate. “Ele viu o acidente e pode relatar que não havia visibilidade”, atesta. A suposta testemunha, no entanto, ainda não foi identificada. Carlos Eduardo diz que saiu da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça (Assejus), no final da tarde, na companhia do amigo e seguiu pela margem do lago por estar com pouca gasolina na lancha. O destino era a Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcef), mas a tragédia encurtou o percurso.

Em depoimento na última quinta-feira, o piloto do barco de pesca, Carlos Eduardo Ottolini de Oliveira, 54, disse que havia luz do sol na hora do acidente. Ele teria saído do Clube do Exército às 15h30 para passear com o amigo Luiz Antônio e a noiva do capitão, a assistente social Leizelane. O grupo parou para fazer fotos na altura do Palácio da Alvorada, quando foi atingido pela lancha. Os três caíram no lago. Almeida ajudou no resgate das vítimas, mas o corpo de Luiz Antônio só foi encontrado na madrugada de sexta-feira. Ele foi enterrado na manhã de ontem, em Goiânia. Leizelane apresentou ligeira melhora segundo os médicos, mas continuava sedada e respirando com a ajuda de aparelhos, até o fechamento desta edição.


Folha de São Paulo Acusação dos EUA à Síria provoca medo no mundo árabe
Alegação de que Coréia do Norte ajudou a construir reator alimenta o temor de ataque a alvos sírios ou iranianos
ROULA KHALAF - DO "FINANCIAL TIMES"

A tempestade política em Washington em torno da suposta ajuda norte-coreana a um reator nuclear no leste da Síria pode ser bem recebida por Estados árabes favoráveis a uma pressão internacional mais intensa sobre Damasco.

Mas o público árabe recebeu as declarações com ceticismo.

Após o fiasco da inteligência americana no Iraque, poucas pessoas na região acreditam no que dizem os EUA, especialmente quando o que é dito guarda qualquer relação com Israel. E, embora as alegações feitas há 12 dias possam ser dirigidas à Coréia do Norte, ela alimenta especulações sobre um possível ataque americano ou israelense contra alvos ligados à Síria ou ao Irã.

Possivelmente para calar tais teorias, altos representantes sírios disseram esta semana que Israel está buscando uma paz com Damasco, apesar de ter bombardeado o suposto sítio nuclear em setembro passado.

Há 13 dias, o presidente Bashar al Assad disse que a mediação turca resultou numa oferta israelense de retirada das Colinas de Golã, ocupadas na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

"O que está sendo dito sobre a Coréia do Norte e a Síria é totalmente absurdo", disse Mohamed al Sayed Said, editor do jornal egípcio "Al Badeel".

"Eles [os EUA] querem conquistar a opinião pública e avisar sobre um possível ataque ao Irã, ao Hizbollah e possivelmente à Síria."

Quando Israel bombardeou o sítio no ano passado, nenhum protesto foi ouvido por parte dos maiores países árabes, fato que sugere que eles tenham reagido com alívio. As relações da Síria com a Arábia Saudita e o Egito vêm se deteriorando devido à ingerência presumida de Damasco no Líbano e ao alinhamento de sua política com o Irã, rival desses dois países.

Arsenal israelense

Reservadamente, autoridades árabes fizeram pouco caso da alegação síria de que o sítio era uma antiga instalação militar. Mas comentaristas árabes protestaram, vendo o bombardeio como mais uma instância de Israel agindo em desrespeito às leis internacionais. O fato de que o sítio pode ter sido um reator nuclear não chegou a ser visto como problema, dado que muitos árabes saudariam a possibilidade de um de seus Estados procurar armar-se nuclearmente, para contrabalançar o arsenal nuclear israelense (não declarado).

A falta de credibilidade dos EUA na região e a recusa da síria em permitir que a agência de fiscalização nuclear da ONU inspecione o sítio sem dúvida acrescentarão argumentos às teorias conspiratórias. Pessoas próximas ao regime sírio já desconfiam que a administração Bush não deixará o poder sem antes desferir um golpe contra a Síria, o Irã e seus aliados.

O bombardeio israelense foi motivo de constrangimento profundo para a Síria. E esta ainda não explicou o assassinato em Damasco, este ano, de um comandante do Hizbollah. O Hizbollah atribuiu o assassinato a Israel, mas, em meio a sugestões de um possível envolvimento do serviço de inteligência sírio, o governo ainda não divulgou os resultados de sua investigação.

A Síria com frequência vê as ofertas de paz vindas de Israel como insinceras, mas está levando as propostas mais recentes a sério, embora queira que as negociações comecem apenas após a posse de uma nova administração nos EUA. Até isso acontecer, sua prioridade é evitar mais ataques e constrangimentos.
Tradução de CLARA ALLAIN


Jornal do Brasil EDITORIAL
O Brasil é o líder real do continente

Há alguns meses, a conceituada revista The Economist dedicou matéria de capa a uma leitura geopolítica que incomodou profundamente os brasileiros. Na capa, estampava a provocação, quase sentença, com fotos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, e a pergunta: "Quem lidera a América Latina?". A resposta, nas páginas internas, decretava a vantagem do líder bolivariano, destacando que o Brasil perdera a frente estratégica para Chávez por excesso de timidez na hora de se contrapor às táticas agressivas do venezuelano em questões tais quais a crise do gás com a Bolívia, o uso dos petrodólares como trampolim político e a corrida armamentista no continente. Olhando o quadro hoje, sobretudo após a histórica passagem brasileira ao patamar de investimento seguro, é possível concluir, com a mesma certeza dos editores britânicos, que o Brasil continua mais líder do que nunca na América Latina.

É verdade que as reações iniciais do governo às diatribes de Evo Morales foram num tom abaixo do que se esperava. Mas tiveram a correção, por outro lado, de não expor o presidente boliviano a uma situação de fragilidade maior do que a qual enfrenta desde a posse. Hoje, o cocalero aguarda aflito a decisão das províncias mais ricas no referendo de autonomia que pode significar a fragmentação do país e dinamitar sua (legítima) autoridade. Hugo Chávez, cheio de préstimos para exportar as teses bolivarianas, não cabe na farda de bombeiro. Esse papel Morales espera que o Brasil, mais uma vez, exerça, caso a crise se agrave.

O Brasil também aplicou seu perfil de liderança na séria crise envolvendo Colômbia e Equador quando do episódio da morte do número 2 da guerrilha das Farc, Raul Reyes. A diplomacia trabalhou em silêncio na reconstrução dos canais de diálogo e deixou que outros colhessem os louros públicos de uma negociação na qual só as armas pareciam ter lógica.

As demonstrações mais recentes de pragmatismo consolidaram o troco histórico à capa provocativa da Economist, ainda que a publicação tivesse se redimido posteriormente ao comparar Brasil e Argentina à fábula da lebre e da tartaruga quanto ao comportamento diante do perfil de endividamento. Eleito para o papel de opressor imperialista na campanha presidencial do Paraguai, o Brasil mais uma vez evitou a armadilha do conflito retórico e inútil em torno do reajuste das tarifas de energia da binacional Itaipu que, se rendeu votos e manchetes nos jornais de Assunção, poderia fugir ao padrão executado até o momento. Em vez de comprar a briga, acenou-se com a possibilidade de um volume maior de investimentos em infra-estrutura elétrica no país vizinho (leia-se, por exemplo, a linha de transmissão de Itaipu a Assunção), como forma de compensação.

Com o grande rival de outrora, a Argentina, o Brasil também imprimiu sua marca em um relacionamento marcado por disputas solucionadas de forma positiva. O recente acordo de empréstimo de energia – há enorme carência no vizinho – repisa a fórmula que pavimenta a tranqüilidade pelo caminho do desenvolvimento mútuo, ainda que essa mesma cooperação enfrente soluços no âmbito comercial do Mercosul. O exercício da liderança, para o dever de casa aos editores da Economist, é sustentado por uma política econômica ortodoxa que, embora com outras cores na embalagem, é a mesma no conteúdo e na aplicação desde 1994. Se eventualmente parecia lógico naquele momento considerar que a Venezuela aparecia aos olhos do mundo como a proa atrás da qual navegavam os países latinos, faltou observar também que os fundamentos dessa vantagem eram enfunados por ventos pouco consistentes. A elevação ao grau de investimento seguro, esta semana, não reflete uma manifestação episódica da vocação continental brasileira. Apenas a consolida.


O Globo Damas indomáveis
Vinte anos após 'Top Gun', mulheres pilotam o poderoso caça F-18 e mostram que o papel da mocinha mudou
Cristina Azevedo

Na época em que "Top Gun" ("Ases Indomáveis", 1986) foi filmado, mostrando aspirantes a pilotos de caça - a elite da aviação naval americana -, a mocinha de Kelly McGillis tinha que se contentar em "voar" na garupa da moto de Tom Cruise. Duas décadas depois, elas estão no cockpit, em arriscadas missões de guerra e de paz.
Bastou um vôo para que o coração da tenente Susan "Flo" Smith fosse fisgado - ou "enganchado", como ela diz, a exemplo do que acontece com o caça no momento do pouso num porta-aviões - para sempre.
- Só decidi ser piloto depois de entrar para a Academia Naval. Parecia a melhor opção e eu não tinha idéia de como ia adorar isso. Poucas pessoas podem dizer que amam o que fazem, mas, na maioria dos dias, amo voar - conta Susan, que participou das guerras do Iraque e do Afeganistão.
Susan está a bordo do porta-aviões USS George Washington, que participa de exercícios militares junto com as marinhas de Brasil e Argentina a cem milhas da costa sul do Rio de Janeiro. Nesse imenso navio, com mais de 4 mil pessoas a bordo, apenas 50 são pilotos aptos a voar no poderoso caça F/A - 18 Super Hornet - uma máquina de combate. E destes 50, só três são mulheres.
- Adoraria dizer que não há preconceito no mundo. Mas tive que trabalhar duro para mostrar que era tão capaz quanto qualquer outra pessoa - conta a tenente Rebecca Madson, piloto de F-18 e que também participou das duas guerras. - Não há muitas pilotos na aviação de combate, mas as que conheci são pessoas impressionantes.
A vida num porta-aviões não é muito fácil. São meses longe de casa, sem ver parentes e amigos, semanas sem pisar em terra firme, além de ter que viver num espaço muito restrito. Susan compara a vida no porta-aviões a "um imenso alojamento escolar". Ela conta que as militares mulheres geralmente se reúnem para assistir a filmes não muito apreciados pelos colegas homens, conversar, ler, fazer as unhas. Essa rotina diferente acaba também por afetar os relacionamentos amorosos.
- Meu namorado entende o que eu faço porque está na mesma profissão. Mas eu diria que a maioria das mulheres na Marinha de Guerra acha difícil encontrar um homem não militar que entenda o que elas fazem. Entre todas as minhas amigas aqui, não consigo lembrar de uma que seja casada ou que esteja envolvida com um homem que não seja militar - conta Susan. - É uma profissão que exige muito da pessoa e muitos homens simplesmente não se sentem à vontade com a idéia de que a mulher que amam esteja arriscando a vida ou que viva em perigo diariamente.
Apesar das duas guerras no currículo, Susan prefere não responder sobre situações de risco que tenha vivido. Rebecca também sai pela tangente:
- Nunca enfrentei uma situação de perigo para a qual não tivesse sido treinada. E o Super Hornet é um avião extremamente confiável e seguro - desconversa.
São oito anos de vôos para Susan, enquanto Rebecca conta que "ganhou as asas" como piloto naval em 2005. Elas procuram não destacar o fato de ser mulher na profissão ou se preocupar com isso.
- Nunca tentei ser julgada como a melhor aviadora ou a melhor mulher em nada. Desejo apenas "ser a melhor" - conclui Susan.
CRISTINA AZEVEDO visitou o USS George Washington esta semana.


O Globo Ciclone mata 2 pessoas e desabriga 1.500 no Sul
Ventos de até 100 quilômetros por hora deixam 350 mil sem luz e alagam casas em Santa Catarina e Rio Grande do Sul
Adriana Baldissarelli* e Higino Barros*

FLORIANÓPOLIS e PORTO ALEGRE. A Região Sul voltou a viver momentos de pânico como os ocorridos há quatro anos com a chegada do furacão Catarina. Um ciclone extratropical atingiu ontem o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, causando chuvas e ventos fortes - entre 80 e 100 quilômetros por hora - e matando duas pessoas, além de deixar 350 mil sem energia elétrica por mais de seis horas. Mil e quinhentas pessoas ficaram desabrigadas na região metropolitana de Porto Alegre; em Santa Catarina, moradores foram aconselhados a deixar suas casas temporariamente. Dois municípios gaúchos - Santo Antônio da Patrulha e Caraá - decretaram estado de emergência.

Na região metropolitana de Porto Alegre, casas foram alagadas. Em Serafina Corrêa, o motorista de caminhão José André Pinheiro Parnechi, de 37 anos, morreu ao ser atingido por uma árvore, quando saiu do veículo para retirar um galho de eucalipto caído na rodovia RS-219. Maria Estela da Silveira, de 80 anos, morreu após sofrer um mal súbito, quando viu sua casa cercada pela água, na estrada Otaviano José Pinto, em Porto Alegre.

Moradores foram avisados a tempo para erguer móveis
Em Florianópolis, árvores derrubadas pelo vento romperam cabos de transmissão de energia elétrica, na Barra da Lagoa e no centro da cidade, e interromperam o tráfego durante a madrugada na rodovia SC-404, na subida do morro da Lagoa da Conceição. O prédio de um núcleo de educação infantil do governo do estado foi destelhado na Costeira do Pirajubaé. Sete equipes da Companhia de Energia Elétrica de Santa Catarina (Celesc) restabeleceram o fornecimento de energia elétrica na tarde de ontem.

Em Santo Amaro da Imperatriz, o Rio Cubatão transbordou e alagou uma rua. Em Laguna e Tubarão também foram registrados alagamentos, mas a Defesa Civil avisou os moradores de áreas de risco a tempo para que erguessem móveis ou deixassem durante algum tempo suas casas. A Marinha proibiu a navegação no litoral catarinense no fim de semana, já que havia previsão de ondas de até três metros na costa e de seis metros em alto-mar. Equipes da Defesa Civil ficaram de prontidão no litoral sul do estado.

De acordo com meteorologistas, o ciclone extratropical formou-se sobre Santa Catarina no fim da tarde de sexta-feira e deslocou-se rapidamente para o Rio Grande do Sul. O ciclone não tem a magnitude do furacão Catarina, que atingiu o estado em 2004, mas provocou ventos superiores a 100 quilômetros por hora na Ilha do Arvoredo e no município de Governador Celso Ramos, de acordo com a meteorologista Gilsânia Cruz.

- Felizmente o ciclone perdeu força, e a situação está sob controle. Não há desabrigados nem registro de feridos em Santa Catarina- informou o operador do Conselho de Defesa Civil (Codec) Ailton Lopes.


O Globo Avião com seis pessoas desaparece na Bahia
Bimotor, com dois brasileiros e quatro empresários ingleses, foi visto pela última vez na região de Itacaré
Ana Cristina Oliveira*

SALVADOR. Um bimotor que transportava seis pessoas - dois brasileiros e quatro empresários ingleses - está desaparecido desde a tarde de sexta-feira, no litoral baiano. A aeronave - um Cessna 310, prefixo PT-JGX, da empresa de táxi aéreo Aero Star - saiu de Salvador em direção à cidade de Ilhéus, no sul da Bahia (a 465 quilômetros da capital baiana), e desapareceu entre os municípios de Itacaré e Uruçuca.

A aeronave era pilotada por Clóvis Redault de Figueiredo e Silva. O co-piloto era Leandro Veloso e os quatro passageiros, os ingleses Rick Every, Michael Hogess, Allan Campson e Shaw Lak Woodhl. Segundo informações da gerente comercial da Aero Star, Hellen Duarte, os estrangeiros trabalhavam no ramo imobiliário-hoteleiro.

Uma equipe de resgate foi acionada e passou a vasculhar a região entre Itacaré e Uruçuca desde a manhã de ontem. O último contato da aeronave com a torre de comando do Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, ocorreu às 17h50m de sexta-feira, quando o bimotor sobrevoava Serra Grande, em Uruçuca.

O técnico Márcio Rodrigo Coutinho Neves foi a última pessoa a ver o avião antes de ele desaparecer. O técnico instalava equipamentos de internet na área rural de Serra Grande, em Uruçuca. Ele afirmou que viu o clarão dos faróis do bimotor, quando a aeronave sobrevoava um morro perto da Fazenda Bambu, em Serra Grande.

As buscas - que estão sendo realizadas pela Aeronáutica, em conjunto com a Polícia Militar e outros órgãos de segurança, entre as regiões de Serra Grande e Itacaré, numa área de 40 quilômetros - foram suspensas ontem à noite e serão retomadas hoje.

- As buscas continuam desde ontem (sexta), quando se soube do desaparecimento. A Polícia Militar está fazendo busca; o salvamento aéreo também. Até agora, não se tem certeza do local. Apenas algumas pessoas disseram ter visto a aeronave se chocando numa área próxima a um loteamento. O helicóptero está fazendo pouso nas comunidades vizinhas ao suposto local do acidente e colhendo informações - disse ontem o superintendente da Infraero em Ilhéus, Edilson Pereira Santos.
(*) da Agência A Tarde, com Globo Online

Saturday, May 03, 2008

Correio Braziliense BOLÍVIA
Morales pede unidade militar diante de ameaça
Presidente critica ex-comandantes que atuam a favor do separatismo em Santa Cruz, às vésperas da votação no departamento mais rico do país

O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu que os militares do país permaneçam unidos diante do referendo de autonomia previsto para amanhã no departamento de Santa Cruz, no maior desafio ao governo que tomou posse em 2006. Em uma cerimônia com oficiais das forças armadas em Cochabamba, Morales admitiu que há dissidências na instituição. Ele afirmou que alguns ex-comandantes estariam a serviço de um suposto objetivo separatista.

“Ex-comandantes me ensinaram a defender a pátria, e sinto que esse serviço continua, mas não é porque somos ex-soldados ou ex-comandantes que podemos ser influenciados com algumas versões de independência de algum departamento, de uma nova república”, disse o presidente. “Não é possível que alguns ex-comandantes tratem de falar mal das forças armadas (...) Por isso, peço às autoridades que orientem muito bem o povo boliviano e deixem de falar sobre independência (de Santa Cruz) ou sobre nova república”, insistiu.

O governador de Santa Cruz, Rubén Costas, disse recentemente que uma “nova república” seria criada a partir do referendo, cuja validade não é reconhecida pelo governo nem pela Justiça. Com a autonomia, a oposição conservadora espera colocar a região à margem da reforma agrária prometida por Morales, entre outros projetos a serem adotados com base na futura Constituição de teor socialista.

Santa Cruz é a região mais rica e desenvolvida do país, e nela se encontram as mais estratégicas reservas de gás e petróleo bolivianas. Entre outros benefícios, o departamento pretende, com a aprovação do estatuto de autonomia, administrar por conta própria seus recursos financeiros e fechar acordos internacionais sem necessidade de intervenção do governo central.

Também ontem, o ministro dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, garantiu o fornecimento de gás a seus principais mercados de exportação, Brasil e Argentina, depois da nacionalização de quatro companhias estrangeiras de petróleo que operam no país: Chaco (British Petroleum), Transredes (Ashmore), CLHB (de capital alemão e peruano), além da Andina. “Garantimos o abastecimento porque a decisão de tomar o controle das companhias de petróleo foi planejada. Garantimos o abastecimento externo e interno”, ressaltou Villegas.


Correio Braziliense ACIDENTE NÁUTICO
Versões contraditórias
Condutores do barco e da lancha que se chocaram no Lago Paranoá divergem sobre momento da batida. Um diz que era dia e o outro, noite. Só com a definição do horário, polícia apontará responsável
Pablo Rebello

Contradições cercam as investigações do acidente náutico que ocorreu no fim da tarde de quinta-feira no Lago Paranoá, próximo do Palácio da Alvorada. Depoimentos dos donos das embarcações indicam horários diferentes para a colisão entre a lancha Old Saylor e o barco de pescas Tira-Onda, que resultou na morte do capitão do Exército Luiz Antônio de Mattos Lima, 38 anos. A noiva dele, a assistente social Leizelane Aparecida Tenório, 30, ficou gravemente ferida e encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base.

Para o delegado-chefe da 5ª Delegacia de Polícia (área central de Brasília), Damião Lemos, a definição do momento da batida é crucial para descobrir qual dos condutores estava errado. “Não há dúvidas de que houve negligência por uma das partes. Se já estava escuro, o barco de pescas não deveria estar no local, visto que não tem iluminação de navegação. Se estava claro, precisamos saber porque a lancha não viu o barco”, explica. O delegado pretende identificar testemunhas que tenham presenciado o acidente, como funcionários do Palácio da Alvorada e pessoas que estavam em outras embarcações próximas do local.

O dono do barco de pescas, o servidor do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) Carlos Eduardo Ottolini de Oliveira, 54, prestou depoimento na tarde de ontem. Ele disse que saiu do Clube do Exército às 15h30 para passear com o amigo Luiz Antônio e a noiva, Leizelane. Os três foram até a Barragem do Paranoá e, na volta, pararam perto do Palácio da Alvorada para tirar fotos. Carlos Eduardo estava na poupa da embarcação. O capitão do Exército estava do lado direito e a assistente social, do esquerdo. O servidor conta que ainda estava claro quando a lancha atingiu o meio do barco de pesca, lançando os três tripulantes para dentro do lago.

Escuro
Dono da lancha, o técnico em telecomunicações Carlos Eduardo Almeida, 31, apresenta outra versão. Ele explicou que saiu da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça (Assejus) no final da tarde com um amigo, o analista de sistemas Rafael Vinícius Pereira, 30. Como estava com pouca gasolina e começava a ficar escuro, Carlos Eduardo julgou melhor se manter próximo às margens enquanto levava a lancha até a Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcef) para guardar o veículo. Segundo ele, como estava escuro, o farol da lancha estava acesso, mas ele não viu o outro barco e o atingiu.

Os dois relatos são parecidos sobre o que ocorreu após a batida. A lancha parou perto do barco de pesca, que estava de cabeça para baixo, e os dois tripulantes socorreram os passageiros da embarcação avariada. Rafael pediu ajuda ao Corpo de Bombeiros às 18h40. O condutor do barco foi o primeiro a ser encontrado e retirado da água. Ele contou que tinha outras duas pessoas na água. O piloto da lancha mergulhou e resgatou Leizelane, mas não encontrou Luiz Antônio.

Por enquanto, o delegado Damião prefere não falar em indiciamentos. O caso está sendo tratado como homicídio culposo (sem intenção de matar), que tem pena de dois a quatro anos de prisão. A delegacia instaurou inquérito e terá 30 dias para esclarecer como ocorreu o acidente.
 Colaboraram Maria Vitória e Ary Filgueira


Correio Braziliense Documentos em ordem

O acidente náutico também é investigado pela Delegacia Fluvial de Brasília. Diferentemente da Polícia Civil, que analisa o aspecto criminal do caso, os policiais fluviais têm a missão de estudar outros elementos que ajudem a esclarecer a colisão. “Temos que checar as condições e equipamentos de segurança de cada uma das embarcações para determinar o que houve”, explicou o delegado fluvial, comandante Jorge Silva Filho.

Ele avisou que já foi instaurado um inquérito administrativo, que tem 90 dias para ser concluído. O comandante adiantou que os documentos da lancha e do barco estão em dia. “Os dois condutores são habilitados para o exercício da navegação e as embarcações estão devidamente registrada na Capitania dos Portos”, detalhou Silva Filho. Policiais fluviais periciaram os veículos na tarde de ontem.

O comandante pretende tomar depoimentos dos envolvidos e de possíveis testemunhas. Uma das informações que a delegacia checava ontem diz respeito à presença de um veleiro nas proximidades do local do acidente. “Mas ainda precisamos localizar essa embarcação”, disse Silva Filho. Ele também procura saber se estava claro ou não na hora da colisão, visto que o barco de pesca não tinha condições de segurança para navegar no escuro.

O barco abalroado foi deixado próximo ao local do acidente, nas margens do Palácio da Alvorada. O veículo de alumínio apresenta um grande amassado na lateral. Já a lancha encontra-se na Apcef, para onde era levada antes da batida. (PR)

MEMÓRIA - Mortes na água
11 de novembro de 2007
O sargento reformado da PM Ismar Lopes de Oliveira, 47 anos, morreu perto do Clube Recreativo e Esportivo dos Subtenentes e Sargentos da PM (Cresspom), no Setor de Clubes Norte. Ele foi atropelado pela lancha modelo Cobra 16 conduzida por Davi Cândido Simões, 26. O dono da embarcação, Diego Torres Dias, 29, estava em uma prancha e era puxado pela lancha. Ismar e os colegas preparavam-se para mergulhar. A lancha teria passado a cerca de 20m do grupo.

8 de setembro de 2007
O garçom Giliová Nunes da Mata, 23, desapareceu durante um passeio de barco com 12 amigos pelo Lago Paranoá, próximo à Península dos Ministros. Os bombeiros suspeitam que ele se afogou. O grupo estava na lancha modelo Ventura 230, conduzida pelo mecânico Valdemir Xavier Pereira, 28, que não tinha habilitação para conduzir embarcações. O mecânico teria passado a direção para uma das garotas e, por volta das 23h, após uma curva brusca, o garçom caiu na água.



Correio Braziliense Embarcações devem seguir regras
João Campos

Assim como o tráfego terrestre e aéreo, o trânsito aquaviário tem regras para manter a segurança de embarcações e tripulantes. Respeitar os limites de velocidade e fazer uso dos equipamentos de segurança e de sinalização evitam tragédias. A fiscalização das atividades nos 111km do Lago Paranoá é dividida entre a Companhia de Polícia Militar Ambiental (CPMA) e a Marinha. Ambas seguem a Normam 3, conjunto de regras elaboradas pela Diretoria de Portos e Costas para navegantes amadores de esporte ou recreio.

A frota náutica do DF, que inclui as de Goiás, é a terceira maior do Brasil. Só perde para a do Rio de Janeiro e a de Santos (SP). São 40 mil embarcações: 20 mil em Brasília. Em 2007, foram registrados três acidentes no Paranoá. A média é de 60 ocorrências por mês. A maioria está relacionada com o consumo de álcool e falta da documentação obrigatória.

A CPMA cuida do patrulhamento ordinário, como a autuação de condutores embriagados. A fiscalização da Marinha é administrativa. Os militares checam as permissões para dirigir veículos aquáticos e o cumprimento das normas de segurança. “Trabalhamos em conjunto 24 horas. Também combatemos os crimes ambientais”, explica o major Alexandre Alves, comandante da CPMA.

O Lago Paranoá, considerado por especialistas um ótimo ponto para navegação e lazer pela sua extensão e profundidade média de 10m, se enquadra na categoria Navegação Interior 1 da Norman 3: “tais como hidrovias interiores, lagos, lagoas, baías, rios e áreas marítimas onde, normalmente, não há dificuldades ao tráfego das embarcações”. “É uma pista em bom estado de conservação, mas, além de ter a embarcação registrada e ser devidamente habilitado junto à Capitania dos Portos, é preciso ter coletes salva-vidas e bóias de salvamento nas embarcações de médio porte”, detalha o delegado fluvial de Brasília, o comandante Jorge Silva Filho,

No caso da navegação noturna, ele ressalta a obrigatoriedade do uso de luzes nas laterais e na popa (parte traseira) da embarcação. “Há uma série de outros itens, mas esses são os cruciais para um navegação com segurança”, observa Silva Filho. Para ele, a lancha envolvida no acidente de quinta-feira estava em acordo com as exigências legais: iluminação, equipamentos de segurança e documentação em dia. “Ainda não se sabe as causa do choque, mas é provável que tenha sido a falta de iluminação do barco de pesca. Atravessar o lago sem luz durante a noite é como atravessar o Eixão de olhos vendados”, compara o militar.

Kit de segurança
Empresário do setor de embarcações e náutico há mais de 40 anos, Ari Lopes Cunha defende o uso de medidas simples para evitar acidentes como o ocorrido há dois dias. “Um kit com um mastro e uma luz 360º — com visibilidade de 3,5km de alcance — resolveria a situação. A grande maioria dos pesqueiros não apresentam nenhuma iluminação, o que é um risco permanente durante a noite”, explica. Segundo Ari, o mastro com a lâmpada e uma bateria elétrica para geração de energia custam, em média, R$ 200.


Correio Braziliense BRASÍLIA – DF
Perigo no céu

Chama atenção o número de acidentes com aeronaves de pequeno porte ocorridos do início do ano até 24 de abril. Na chamada aviação geral, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa) da Aeronáutica registrou 38 ocorrências, número recorde para o período.

Correio Braziliense CONEXÃO DIPLOMÁTIMA
Negócios à parte

Como é comum no Oriente Médio, diferenças e queixumes saem de campo na hora de falar em negócios. É o que mostra a assinatura do acordo comercial entre o Estado judaico e o Mercosul, para o qual o Itamaraty funcionou como pivô. Israel e Brasil têm trocado regularmente visitas em nível ministerial, e ainda no mês passado começaram a sair do papel acordos recém-assinados para cooperação acadêmica, técnica e científica. Um grupo de especialistas brasileiros está a caminho para trocar experiências em assuntos de manejo e reaproveitamento de água, matéria na qual eles esbanjam excelência. (Nós esbanjamos a água propriamente dita...) Também são exploradas oportunidades de negócios no campo militar, em contatos com os ministros Nelson Jobim (Defesa) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos).

Folha de São Paulo Pentágono lança ofensiva na internet
Sem revelar patrocínio claramente, Defesa dos EUA mantém sites noticiosos no exterior para promover seus interesses
PETER EISLER

O Departamento da Defesa dos EUA está criando uma rede de sites de notícias em línguas estrangeiras e contratando jornalistas locais para escrever sobre os acontecimentos correntes e produzir outras formas de conteúdo que promovam seus interesses e contrabalancem a mensagem de extremistas. Os sites noticiosos foram inspirados em iniciativa semelhante desenvolvida no passado visando os Bálcãs e o norte da África e são parte de uma ação do Pentágono para expandir as "operações de informações" na internet.

A iniciativa não foi revelada publicamente. No caso do iraquiano Mawtani.com, no ar desde outubro, só um link no pé da página revela o patrocínio do Pentágono. À primeira vista, parece um site convencional. Grupos de defesa da liberdade de imprensa dizem que os sites são enganosos e podem facilmente ser confundidos com noticiários independentes.

"O que eles estão tentando é controlar a mensagem, contornando a mídia e apresentando a versão deles diretamente aos usuários; é uma responsabilidade séria informar as pessoas qual é a fonte dessas notícias", diz Amy Mitchell, diretora-assistente do Projeto de Excelência em Jornalismo.

Funcionários do Pentágono dizem que os sites são uma forma legítima e necessária de promover os objetivos políticos dos EUA e rebater as mensagens dos extremistas religiosos e políticos. Eles afirmam ainda que os EUA e seus aliados têm sido superados na batalha por levar informações a audiências do Iraque e outros países.

"É importante conquistar a atenção dessas audiências estrangeiras e informá-las", disse Michael Vickers, secretário-assistente de Defesa para operações especiais e esforços de estabilização.

"Nossos adversários usam a internet em benefício próprio, de modo que temos a responsabilidade de rebater suas mensagens com informações precisas e verossímeis."

América Latina
O Comando Sul das Forças Armadas norte-americanas está criando um site semelhante ao mawtani.com para as audiências latino-americanas. O Comando do Pacífico, que cobre a região asiática, também está interessado em estabelecer um site noticioso, segundo um porta-voz da Marinha.

Em memorando distribuído em meados de 2007, o secretário-assistente da Defesa Gordon England informou todos os comandantes regionais de que o desenvolvimento de sites como esses era "parte essencial da responsabilidade ao formular um ambiente de segurança em suas respectivas áreas".

O conteúdo dos sites noticiosos é redigido por jornalistas locais contratados para escrever reportagens que se enquadrem aos objetivos do Pentágono. Militares ou empresas terceirizadas revisam as matérias para garantir que sejam compatíveis com esses objetivos. Os repórteres só são pagos por trabalhos postados nos sites.

Os sites noticiosos se seguem ao lançamento no ano passado, pelo Pentágono, de uma "iniciativa transregional", com o objetivo de criar "um mínimo de seis" sites noticiosos dirigidos pelos comandos militares dos EUA, segundo notificação do Comando de Operações Especiais a empresas interessadas em operar esses sites.

"Os jovens nas ruas gostam da internet, e essa é a maneira pela qual eles se comunicam, sabem do que acontece no mundo, se mantêm informados. E eles escolhem com cuidado as fontes de notícias que usam", disse o coronel Jerry O'Hara, do Exército. "Temos de estar envolvidos nisso a fim de garantir comunicação efetiva."

"Isso é deliberadamente enganoso e debilita a imagem do jornalismo como observador objetivo", rebate Marvin Kalb, pesquisador do Centro Joan Sorensen de Imprensa, Política e Questões Públicas na Universidade Harvard. Ele aponta que boa parte da audiência que o Pentágono visa atingir vive em regiões do mundo onde as pessoas esperam que as notícias sejam controladas pelo governo. "Somos a exceção, e, infelizmente, tornamo-nos cada vez mais parecidos com o resto do mundo quando agimos assim".
Tradução de PAULO MIGLIACCI



Folha de São Paulo Clinton diz que Brasil tem responsabilidade e honra de preservar a Amazônia
DANIEL BERGAMASCO

Presidente dos Estados Unidos entre 1993 e 2001, Bill Clinton declarou ontem em palestra em Nova York que a floresta amazônica dá ao Brasil, ao mesmo tempo, a "mais dura" responsabilidade sobre o futuro climático do planeta e o "privilégio" de poder assumir o desafio de preservá-la.

Diante da platéia de empresários, políticos e artistas brasileiros, Clinton disse: "Desejo que estivesse aqui ouvindo, e não falando. Porque não há país no mundo que faça mais esforços para encontrar um caminho para desenvolvimento sustentável para salvar o mundo do aquecimento global do que o Brasil (...) Sinto que vocês têm um grande problema [desmatamento], mas têm também uma sorte grande de ter a Amazônia. É uma honra ter a responsabilidade de preservá-la."

A palestra foi parte do 2º Fórum de Desenvolvimento Sustentável, organizado pela ONG Anubra (Associação das Nações Unidas Brasil), do empresário Mário Garnero, da Brasilinvest.

O ex-presidente americano mencionou o fato do álcool de cana-de-açúcar, cuja produção predomina no Brasil, ser mais eficiente que o de milho, comum nos EUA. Contudo, disse ele, é preciso zelar para que a plantação do produto não gere desmatamento.

Em discurso anterior, no mesmo fórum, Paula Dobriansky, Secretária-Adjunta de Estado para Democracia e Relações Globais, cobrou os países emergentes sobre a redução de emissão de gás carbônico. "Não adianta nada só os Estados Unidos cortarem", afirmou ela.


Jornal do Brasil COLUNA GILBERTO AMARAL
Na Antártica/Dia da Vitória
Gilberto Amaral

Na Antártica
Na próxima semana as duas Casas do Parlamento estarão envolvidas em atividades dedicadas ao continente Antártico. O objetivo é trazer mais informações sobre as pesquisas realizadas pelo Brasil na Antártica, que vêm auxiliando no entendimento dos diversos fenômenos climatológicos e vinculados à fauna e flora do Brasil. A programação inclui exposição, seminários, exibição de filme e uma Sessão Solene.

Dia da Vitória
O Dia da Vitória, para os mais jovens, vitória dos aliados contra o nazismo na 2ª Grande Guerra Mundial, dia 8, será revivido no Monumento aos Pracinhas, no Rio de Janeiro. Com a presença do ministro da Defesa Nelson Jobim, do vice-presidente José Alencar e dos comandantes militares, várias personalidades serão condecoradas com a Comenda da Vitória. Os brasileiros fizeram bonito e demonstraram bravura nos combates, principalmente em Monte Castelo.


O Dia Exército de prontidão
De plantão nas matas do Leme para impedir ataques ao Forte Duque de Caxias, militares fazem alerta à polícia para não ser confundidos com traficantes no caso de tiroteio durante a noite
Paula Sarapu

Rio - Para evitar que traficantes refugiados na mata dos morros Chapéu Mangueira e da Babilônia, no Leme, se aproximem do Forte Duque de Caxias, sentinelas do Exército estão em posições estratégicas desde o início da semana. Policiais do 19º BPM (Copacabana) e do Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (Gpae) chegaram a ser alertados, por telefone, para ter cuidado nas operações e não “confundir” os militares do Corpo de Guarda com bandidos que têm feito da mata campo de batalha desde o dia 21.

O subcomandante do Centro de Estudos de Pessoal do Exército, que funciona dentro do forte, coronel Nilson Rodrigues, disse que “a área militar é sempre reforçada quando há conflitos de gangues”, mas que não há riscos à segurança da base. A área militar na Rua Coelho Cintra, onde ficam as casas de militares sobre o túnel que liga Botafogo a Copacabana, também está em alerta. A polícia afirma que os bandidos invasores chegam e fogem das comunidades por lá.

Há dois dias, os moradores do Leme não escutam tiroteios. O Serviço Reservado do 19º BPM tem informações de que o bando invasor, ligado a José Ricardo Ribeiro Rosa, o Cagado, teria deixado o Morro da Babilônia, tomado dos rivais há cerca de 15 dias. PMs do Gpae continuam ocupando as duas favelas e o bairro está com policiamento reforçado.

Os intensos confrontos têm alterado a rotina dos moradores. Um casal que mora no fim da Rua General Ribeiro da Costa contou que, para chegar em casa, prefere seguir pela Rua Gustavo Sampaio e entrar pela contramão da Rua Anchieta. Tudo isso para não passar em frente à Ladeira Ary Barroso, um dos acessos às favelas.

Já a professora Luciana Almagro, 32 anos, evita cortar caminho na volta para casa, quando sai do Shopping Rio Sul. “Por causa da mata, por onde eles entram e saem da favela, a gente decidiu trocar o caminho. Pegamos mais engarrafamento, mas não subimos pela Coelho Cintra”, disse ela, ao lado da sobrinha Júlia, 8, que está fora de casa desde a invasão. “Ela mora na Ladeira e não quer voltar. Está muito impressionada.”

A estratégia dos taxistas é não passar pela Rua Coelho Cintra — antigo ponto de descanso — em alguns horários. “Qualquer movimento na mata, mesmo durante o dia, já chama nossa atenção. Tenho medo que ‘bonde’ pegue nossos táxis para fugir”, contou F., taxista há 15 anos.


O Estado de São Paulo Pequim constrói base naval nuclear, diz revista
AFP

A China está construindo secretamente uma grande base naval nuclear na ilha de Hanan, no sul do país, revelou ontem a revista britânica de defesa ‘Jane’s’. Em sua última edição, a revista afirma ter conseguido confirmar a existência da base com a análise de fotografias de satélite tiradas pelo DigitalGlobe.

“Pequim parece construir uma importante base naval subterrânea que poderia significar o fortalecimento de suas capacidades estratégicas”, afirma a publicação. Para a revista, o governo chinês quer reforçar o controle sobre a região e defender o acesso a vias marítimas vitais.


O Globo Buscas a piloto de helicóptero recomeçam hoje
Co-piloto é sepultado no Rio. Mau tempo atrapalha o resgate
Dicler Filho

Bombeiros do 26º Grupamento, de Paraty, e mergulhadores do Grupamento de Buscas e Salvamento, do Rio, com auxílio de uma equipe da Capitania dos Portos, realizaram ontem, pelo terceiro dia consecutivo, buscas na tentativa para localizar o piloto Manoel Afonso de Souza Pereira, de 59 anos. A equipe de resgate encontrou pequenos pedaços da fuselagem da aeronave. As buscas terminaram no início da noite, mas serão retomadas na manhã de hoje.

O piloto desapareceu após o helicóptero prefixo PR-IPO, da empresa Cosan, cair no mar na quarta-feira, na Praia de Laranjeiras, próximo a Trindade, a 500 metros da costa de Paraty. O acidente aconteceu quando o helicóptero retornava para São Paulo.

A assessoria de imprensa da Cosan não informou o número exato de passageiros que saíram de São Paulo, na quarta-feira, e foram deixados pela aeronave em um condomínio de luxo na Praia das Laranjeiras. Eles embarcaram na capital paulista.

O corpo do co-piloto Carlos Eduardo Jesus Azevedo, de 58 anos, foi sepultado ontem no Cemitério do Caju, no Rio. Ele foi resgatado na noite de quarta-feira, logo após o acidente.

Segundo a Cosan, os dois pilotos eram cariocas e moravam em São Paulo.

Os destroços da aeronave não foram encontrados pela equipe de resgate. A estimativa é de que o helicóptero poderá ajudar na identificação das causas do acidente, que aconteceu a 500 metros da costa.

As buscas foram reforçadas com um aparelho conhecido como Cyberscan, que possibilita uma varredura no mar, onde a equipe trabalha, ou seja, na Praia de Laranjeiras. Seis barcos são utilizados nas buscas. Os trabalhos de resgate foram prejudicados pelo mau tempo.



O Globo Disputa atrasa criação de novas linhas de barcas

Pouco mais de um ano depois do anúncio da abertura de novas licitações de transporte aquaviário para a linha de aerobarcos Niterói-Praça Quinze e para a linha de barcas São Gonçalo-Rio, muito pouco foi feito. Em abril do ano passado, o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, anunciou a concorrência depois de uma série de acidentes envolvendo as embarcações das duas empresas responsáveis pelo transporte hidroviário: Barcas S/A e Transtur. O motivo de tanto atraso, de acordo com a Secretaria estadual de Transportes, seria uma disputa judicial com as duas empresas, que não querem perder o direito de explorar as linhas.

O Globo OBITUÁRIO
Deputado Ricardo Izar, aos 71 anos

Presidente do Conselho de Ética da Câmara, o deputado Ricardo Izar (PTB-SP), de 71 anos, se destacou durante a crise do mensalão, em 2005. Ele foi reeleito presidente do Conselho de Ética em março passado, quando derrotou o petista José Eduardo Cardozo (SP). A eleição de Izar foi considerada uma derrota para o PT, que trabalhava para ter à frente do colegiado um nome mais afinado com o partido e com o governo.

Izar começou carreira política em 1964, como vereador em São Paulo, pela Aliança Renovadora Nacional (Arena). Depois, foi eleito deputado estadual para três mandatos e, em 1988, assumiu a Câmara em Brasília, filiado ao antigo PFL, hoje DEM. Nos sucessivos mandatos, passou pelo PPB do ex-governador Paulo Maluf antes de ingressar no PTB.

Durante a Constituinte, teve 147 propostas aprovadas, o maior número individual de emendas incorporadas ao texto constitucional. Formado em direito, era pós-graduado em direito penal pela PUC-SP, onde foi presidente do Centro Acadêmico 22 de Agosto.

Ricardo Izar morreu às 16h de ontem, em São Paulo. Ele estava internado desde o fim de março na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital do Coração, onde foi submetido, no dia 2 de abril, a uma cirurgia para correção de aneurisma na aorta. De acordo com boletim médico, Izar morreu por falência de múltiplos órgãos, em decorrência de complicações no processo de pós-operatório de cirurgia de dissecção de aorta.

Parlamentares que integram o Conselho de Ética da Câmara lamentaram a morte de Izar. O deputado José Carlos Araújo (PR-BA) contou que visitou o colega no início da tarde de anteontem, e que o petebista começava a voltar à consciência após longo período sedado:

- Era um grande amigo, bom presidente, homem sério, competente. Eu lastimo muito a falta de Ricardo Izar.

O deputado Efraim Filho (DEM-PB), o mais jovem do Conselho de Ética, com 29 anos, disse que Izar, que estava no sexto mandato, era uma referência para os parlamentares iniciantes:

- O trabalho no conselho era um referencial, para mim, pela forma com que ele conduzia. É uma perda para o Congresso, que já tem uma carência muito grande. Ele buscou a verdade, independentemente de estar agradando a determinado parlamentar.

O velório do deputado começou ontem à noite, na Assembléia Legislativa de São Paulo, e o sepultamento está previsto para a tarde de hoje, no Cemitério do Araçá, no Centro da cidade. Casado com Marisa Izar, o deputado deixa dois filhos e uma neta.


O Globo País enviará energia para Argentina
Fornecimento, porém, não garante retomada de vendas de trigo ao Brasil

BRASÍLIA. O Brasil vai enviar para a Argentina 800 megawatts (MW) de energia entre maio e setembro, mas poderá estender até 1.500MW, caso necessário. Parte da energia cedida pelo Brasil deverá ser paga em dinheiro. O volume que não for usado terá de ser devolvido entre setembro e dezembro.

O acordo foi anunciado ontem pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, após encontro com o ministro argentino de Planejamento Federal, Orçamentos Públicos e Serviços, Julio Miguel De Vido. As bases da troca haviam sido acertadas inicialmente durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início de 2008, a Buenos Aires.

- As quantidades que forem utilizadas e não pagas pelos argentinos serão devolvidas em forma de energia durante a primavera - afirmou Lobão.

A energia fornecida pelo Brasil deverá ser, prioritariamente, de hidrelétricas. Em segundo lugar, poderá ser enviada energia gerada por usinas a gás. As térmicas a óleo só enviarão energia em último caso.

Em meio às discussões com o presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, sobre o valor da energia de Itaipu paga pelo Brasil, Lobão foi veemente em ressaltar que a energia gerada pela hidrelétrica binacional não será repassada.

Presente ao encontro, Marco Aurélio Garcia, assessor de assuntos internacionais da Presidência da República, foi categórico ao negar qualquer relação entre o empréstimo de energia brasileira com a retomada das exportações de trigo argentino:

- Não é uma moeda de troca. São assuntos diferentes. (Gustavo Paul)

Wednesday, April 30, 2008

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